Como evitar cólicas em bebês

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Elas são consequências fisiológicas do organismo dos bebês, mas podem ser evitadas com algumas dicas para o dia a dia


As dores que acometem os bebês nos três primeiros meses de vida são chamadas de cólicas. Não existe uma causa exata que justifique o aparecimento delas, e assim como chegam, vão embora do mesmo jeito, misteriosamente. O incômodo é ruim para o bebê e, consequentemente para a mamãe, que sofre junto com o pequeno, embora as dores possam ser evitadas e contidas.

Atribuída principalmente a fatores como a imaturidade dos sistemas gastrointestinal e nervoso central, que também controlam as contrações do intestino, as cólicas causam dores aos pequenos, principalmente durante os três primeiros meses de vida. Após esse período, os sistemas adquirem maturidade e as famílias dão adeus aos dias de sofrimento. Entretanto, nem todos os bebês sentem cólica, pois cada indivíduo é único no que diz respeito a fatores genéticos, biológicos e externos.

Embora não haja comprovações científicas, segundo pediatras, a atitude dos pais conta muito na incidência de cólicas no recém-nascido. A criança percebe tudo a sua volta, até mesmo a tensão e ansiedade dos pais e a reação para esses estímulos externos pode ser a cólica. Isso demonstra que as dores são quase sempre características do primeiro filho, quando os responsáveis ainda se sentem inseguros com um novo bebê. Além disso, é preciso respeitar o ritmo e sono do bebê. Excesso de agitação, TV ligada, som muito alto e até brincadeiras prolongadas podem aumentar a incidência das cólicas. Por isso, é importante que nos três primeiros meses o pequenino seja criado em um ambiente mais calmo e relaxado, mas ainda sim estimulante.

Identificar se o bebê está sentindo é cólica é tarefa fácil: é só reparar no choro do pequeno. Se ele já foi amamentado, trocado, não está com calor e nem frio, a grande probabilidade é que ele tenha cólica. Além disso, o recém-nascido apresenta alguns sinais que indicam as dores abdominais: ele se contorce, o rostinho fica vermelhinho e com expressão de dor, as mãozinhas se fecham e o choro parece ser inconsolável. As cólicas também têm hora para acontecer, sempre no finalzinho da tarde e início da noite. Pensando nisso, a Alô Bebê, que concede diversos produtos para ajudar na criação do seu pequeno, entre eles carrinhos de bebê, preparou algumas dicas importantes:

EVITANDO ESSE MAL

Existem alguns hábitos que podem auxiliar os papais a evitar que o recém-nascido sinta cólicas. Um deles é verificar se ele está com dificuldade de evacuar, pois intestino preso pode provocar dores abdominais no bebê. Ao constatar o problema, leve o pequeno ao pediatra.

Oferecer leite materno ao recém-nascido também pode diminuir a incidência de cólicas, pois ele é melhor aceito pelo organismo do pequeno do que fórmulas. No entanto, não há comprovações científicas de que o aleitamento materno elimina as dores abdominais do pequeno, mas acredita-se que ele previne. Quando estiver amamentando, evite que o bebê engula ar durante a sucção do leite, pois as bolhas que se formam, quando chegam ao intestino, contribuem para o aparecimento da dor. Você consegue identificar isto ao verificar como ele está mamando. Se ele não faz barulho e aparecem covinhas no canto da boca, ele somente está usando o mamilo como se fosse uma chupeta, sem mamar de verdade. No caso, ele está engolindo ar ao invés de sugar o leite. Se possível, mantenha-o na posição vertical para que o alimento seja bem recebido em seu estômago.

ALIVIANDO AS DORES ABDOMINAIS

Nem sempre tentar acabar com as cólicas dá certo. Quando isso acontecer, o importante é que os papais mantenham a calma e entendam que as dores são uma questão fisiológica, e não uma doença. O choro pode durar por horas, daí a importância dos papais se revezarem no acolhimento ao pequeno e cada um tomar o tempo que for necessário para se acalmar, pois, ao perceber a mamãe ou o papai ansiosos ou estressados, o bebê fica inseguro e reage sentindo mais dor.

Ao perceber o desconforto da criança, o primeiro passo é massagear a barriguinha com movimentos circulares no sentido horário. Não aperte muito; o toque deve exercer uma leve pressão. Os papais também podem exercitar o pequeno, ao dobrar lentamente seus joelhinhos, de maneira que as coxas toquem levemente a barriga. Depois, repita o movimento como se ele estivesse pedalando. Estes exercícios podem ser feitos várias vezes ao dia, de preferência antes de as dores aparecerem.

Um banho morno também é reconfortante e pode auxiliar no alívio. Prepare o ambiente para ele: deixe tudo silencioso ou dê o play em uma música relaxante. A percepção de um meio calmo irá tranquilizá-lo e a água morna proporciona a mesma sensação de acolhimento do útero. A experiência faz com que a cólica ceda, pois o pequeno se sente relaxado.

O contato pele a pele é outra maneira usada para aliviar as dores abdominais. Ao colocar o pequeno só de fralda e deitado de bruços no peito do papai ou da mamãe, ele conseguirá expelir mais facilmente os gases que tanto o incomodam. O cheiro e a voz do papai ou da mamãe também transmitem calma e segurança ao bebê.

As cólicas também podem cessar ao envolver o pequeno como se fosse um pacotinho. O conhecido cueiro proporciona uma sensação de conforto e segurança, relaxando e diminuindo a agitação do recém-nascido.

Outra atitude simples e eficaz é distraí-lo com uma caminhada pela casa, segurando-o de bruços, com a barriguinha apoiada nas mãos adultas. O contato aquece a região e traz o conforto do toque.

Só em último caso o pequeno deve ser medicado com analgésicos infantis e medicamentos antiflatulência, sempre receitados pelo pediatra, e apenas na hora da cólica. Em hipótese alguma automedique seu filho, pois todo remédio apresenta contraindicações e efeitos colaterais, e pode ser maléfico para a saúde.


Fonte: Alô Bebê
Imagem: Pixabay

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