Meu Relato de Parto - Bernardo

18:24


Após as 37 semanas de gestação, a GO com quem eu fiz pré natal havia me dito que eu deveria ter uma consulta por semana e que deveria retornar na próxima semana (dia 21/01 - quinta feira). Acontece que eu decidi mudar de GO na reta final da gestação e agendei uma consulta no dia 20/01 com essa nova GO.
Dia 20/01/2016, era para ter sido um dia como outro qualquer. Pela data da minha última menstruação eu estava com 37 semanas e 4 dias. Era feriado aqui no Rio, e meu marido estava em casa e ia comigo até a consulta, depois da consulta iríamos comprar algumas coisinhas . Sai da minha casa as 9:30 horas da manhã e quando cheguei no meio do caminho, ás 10:15 horas senti uma contração razoavelmente forte, mas decidi ignorar, pois acreditava ser uma contração de treinamento já que não senti mais nada novamente.

Depois de meia hora, cheguei no consultório e achei a Doutora muito simpática e atenciosa. Ela disse que estava tudo bem comigo e o bebê (pressão, altura uterina, batimentos cardíacos do bebê). Ela perguntou para mim qual tipo de parto eu iria fazer e eu disse que preferia PN já que eu havia tido meu primeiro parto dessa forma. Eu relatei para ela que há algumas semanas de vez em quando estava sentindo umas dores no baixo ventre e uma "pressão" para baixo. Ela perguntou se eu queria que ela fizesse um toque, e eu aceitei.
Quando ela fez, senti uma dor, ela sorriu e me disse: "Você já está com 6 cm de dilatação, não está sentindo dor nenhuma agora?"
Eu respondi: "Não."
Ela disse: "Nossa que ótimo, vc é boa parideira... Rsrs pode ir direto para a maternidade, vc já está em trabalho de parto!" Eu e meu marido, ficamos felizes, ansiosos, desesperados, nervosos.. Rsrs
Era um misto de emoções...
Apesar de ela ter dito que estava em trabalho de parto, eu não estava sentindo dores, mas ela havia me alertado que após o toque poderia acelerar o PN, mesmo assim decidi comprar as coisas que faltavam e parar pra comer alguma coisa, já que eu poderia ficar horas sem comer nada.
As 13:00 horas, cheguei no hospital e fui atendida pelo obstetra, quando relatei q estava com 6 cm de dilatação, ele duvidou pelo fato de eu estar bem, sem dor e bem calma. Após realizar o toque, o obstetra constatou que eu estava com 6,5 cm de dilatação, já estava começando a sentir contrações fininhas, como se fossem cólicas menstruais.
Ele pediu para ver todos os meus exames, solicitou outros para que fossem realizados naquela hora, perguntei se meu marido poderia assistir ao parto e ele autorizou, sai da sala dele eram 14:20 horas, ele pediu para que eu me sentasse numa cadeira e que meu marido levasse a papelada para a recepção para que o plano fizesse a liberação da minha internação.
Já havia comunicado toda a minha família, que já estava a caminho levando a Dri (que havia ficado com a minha avó) e levaram algumas coisas do bebê, pois estávamos sem nada para o bebê.
Minha família chegou as 15:00 horas e ficaram espantadas por me verem andando pelo hospital, ainda estava aguardando minha internação e preferia andar para facilitar ainda mais a dilatação.
Ainda sentia pequenas contrações, minha bolsa ainda não havia rompido e só havia uma presença insignificante de sangue na calcinha,
As 15:20 horas minha internação foi autorizada e aguardei mais um pouco até o médico aparecer. Dri estava ansiosa, queria muito ver o irmãozinho e estava bem feliz. Minha família decidiu descer para ir lanchar enquanto eu aguardava o médico aparecer, e meu marido ficou comigo aguardando. Assim que saíram o médico apareceu, me chamando para a sala de pré-parto.


Troquei de roupa novamente, coloquei camisola e o médico foi até mim para fazer o toque novamente, dessa vez foi pior do que as outras, doeu muito e as contrações estavam começando a ser realmente dolorosas. Ele disse que já estava com 7 cm de dilatação e perguntou se eu desejava tomar anestesia (peridural) para que na hora do parto, eu não sentisse dor, me disse o valor e explicou que eu deveria pagar ao anestesista para depois meu plano me reembolsar.
Aceitei, e meu marido queria muito que eu tomasse para me poupar um pouco das dores que ainda viriam pela frente. Expliquei ao médico que eu não queria mais ficar deitada, queria ficar de cócoras pois era a posição que eu estava me sentindo a vontade naquele momento, ele disse que era uma posição perfeita, e ia me ajudar bastante.
Permaneci de cócoras por uns 10 minutos, deitar me incomodova muito, pois estava com muitas dores nas costas.
O médico me avisou que o maqueiro já estava vindo para me levar para o centro cirúrgico.
Quando ele chegou me ajudaram a passar para a maca e foram me levando.
Lembro-me que antes de entrar no elevador, a ficha realmente estava caindo, eu estava a caminho da sala onde teria o meu bebêzinho, e então as lágrimas encharcaram meus olhos.
Meu marido a todo o momento esteve ao meu lado, e só o fato de ele pegar na minha mão, estar alí do meu lado me apoiando, me acalmando, enxugando minhas lágrimas, fez toda a diferença, tornando o momento que seria de dor, medo, desespero e nervosismo em um momento todo especial, único e inesquecível.
Quando cheguei ao centro cirúrgico, eles levaram ele para o vestiário para ele trocar de roupa para assistir ao parto, eu entrei para a sala e lá o anestesista já estava me aguardando, ele pediu para que eu deitasse de lado, me curvasse e colocasse o meu queixo no peito. Quando ele introduziu a agulha, senti um incômodo, ele pediu para que eu não me movesse, e que quando eu sentisse um choque era para avisar para ele, e quando ele terminou essa frase, eu senti e minha perna se levantou involuntariamente assim que eu senti. Depois disso, minhas pernas ficaram totalmente dormentes, e eu já não sentia mais nenhuma dor nas contrações, para falar a verdade eu nem sentia mais as contrações.
O obstetra disse que todas as vezes que eu sentisse as contrações eu deveria fazer força, e eu disse que não sentia nada. O obstetra rompeu minha bolsa e eu não senti dor alguma, então logo depois o obstetra sentou do meu lado e dizia todas as vezes que eu deveria fazer força, o anestesista colocou as mãos na minha barriga e dizia quais eram as horas que estava contraindo. Foi aí que eu resolvi fazer uma força atrás da outra, contraindo ou não eu parava somente para respirar e pegar fôlego.


O obstetra realizou mais um toque e disse que estava com 8,5 cm de dilatação em apenas 20 minutos após tomar a anestesia.
Perguntei pelo meu marido, pois ele ainda não estava lá e eles disseram que logo iriam chamar ele...
Continuei fazendo força, o obstetra disse que ia fazer um cortezinho (episiotomia) para ajudar na hora que o bebê estivesse saindo, até que em um momento eu senti quando a cabeça do bebê coroou, nessa hora mesmo anestesiada eu senti muita dor, mas estava quase acabando eu só deveria fazer um pouco mais de força para que toda aquela dor finalmente terminasse.
Nessa hora, o obstetra pediu para que chamassem o meu marido para que ele pudesse assistir ao parto.
Meu marido entrou na sala, sentou ao meu lado e segurou a minha mão.
O médico me pediu para fazer força, e eu fazia o máximo que eu podia, mesmo que para isso eu ficasse alguns segundos prendendo a respiração.
Foi aí que ele me disse: "Vamos lá Iasmin, agora é com você, se você fizer mais duas forças como essa que você acabou de fazer, seu bebê nasce!"
Eu dei o meu melhor e fiz as duas forças que me fariam ver pela primeira vez o rostinho do meu bebê.


Foi aí que então Bernardo nasceu, e então eu desabei.
Chorei de emoção, de alívio, de amor, de dor, de preocupação em saber se estava tudo bem com ele, chorei de felicidade, simplesmente chorei...
Bernardo nasceu ás 18:26, medindo 46 cm e pesando 2,845 kg. 👑😍
Meu marido me deu um beijo, o obstetra cortou o cordão umbilical, e entregou o Bernardo para a pediatra. Bernardo nasceu sem choro, logo eu e meu marido ficamos esperando preocupados, e após os primeiros cuidados com a pediatra, nós ouvimos seu primeiro chorinho. Ela trouxe ele até mim para que pudesse pegá-lo e vê-lo.







É um momento que ficará marcado para sempre em mim, assim como foi com a minha Dri. 
Enquanto eu o segurava, o obstetra foi tirando a placenta e em seguida começou a dar os pontos.
A pediatra pediu para levar o Bernardo para o berçário e pediram para o meu marido me aguardar no quarto onde eu ficaria, nos despedimos e ele foi. O obstetra continuou dando os pontos e quando terminou o anestesista pediu para eu me virar para que ele retirasse o catéter das minhas costas. E assim foi feito, quando tudo terminou me passaram de volta para a maca para que eu fosse levada para o quarto.


Meu marido permaneceu comigo no pós parto, foi meu acompanhante, cuidou de mim e continuou do meu lado naquele momento que era só NOSSO, e foi perfeito! 🙏 

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8 comentários

  1. Que momento inesquecível! O chorinho mesmo após nascer não há coisa mais linda e nenhum momento mais perfeito!

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  2. Caramba Iasmin acho que se eu saísse da consulta falando que estava en trabalho de parto acho que travava kkkk adorei o relato ... Parabéns e muitas felicidades a família

    Bjs Mi Gobbato
    http://espacodasmamaes.blogspot.com.br/

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  3. Lindo! Parabéns e muita saúde para o Bernardo!
    bj,
    Alê

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  4. Que maravilha...chegou assim tão de mansinho!! Você foi bem tranquila Yasmim!!

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  5. Fiquei muito emocionada com seu relato, ainda mais agora que estou me preparando novamente para o parto. Bjs

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  6. Lindo, perfeito, maravilhoso, Deus faz tudo esplendidamente muito bem.
    Parabéns pelo lindo presente que Deus lhe deu. Vc é muito corajosa.
    Que o Bernardo cresça saudável assim como nasceu e traga muitas felicidades. Bjs

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  7. Sempre me emociono com os relatos de parto. Muita felicidade representada em mera palavras......parabéns!!!!!!!!

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  8. Iasmin parabèns pelo seu filhote,ele è lindo demais!!!!!
    Me emocionei com seu relato,muito parecido com o meu!
    Um Beijo
    http://www.simplesedoce.com.br/

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Ficamos felizes com sua visita e comentário! :)

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