Papo de gestantes: A pré-eclâmpsia (Parte 1)

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A pré-eclâmpsia

O termo pré-eclâmpsia é bastante ouvido na gestação. Mas, afinal, o que ele quer dizer? Trata-se de um problema caracterizado pelo aumento da pressão arterial, que oscila em picos — ou seja, sobe muito e, depois, volta a se normalizar. Mas, diferentemente da hipertensão, que pode afetar homens e mulheres em qualquer fase da vida, ela é um quadro transitório, que desaparece após o nascimento do bebê.
Esse vaivém da pressão é sério e ninguém sabe ao certo quais são suas causas. Os médicos cogitam, porém, que a pré-eclâmpsia faça parte do que chamam de síndrome da má adaptação placentária.
É que, em algumas grávidas, a placenta não gruda direito no útero e, então, seu sistema imunológico passaria a encará-la como se fosse um  corpo  estranho.  Essa reação, por sua vez, provocaria a contração e  a distensão dos vasos sanguíneos, fazendo  a  pressão subir e voltar ao normal, em uma espécie de gangorra. Outro efeito desse jogo de contrair e relaxar dos vasos é o inchaço. Por isso, toda gestante deve ficar alerta ao perceber que os pés, as pernas e até mesmo as mãos estão inchando demais e conversar com seu médico para afastar a hipótese da pré-eclâmpsia.
Ela, costuma-se dizer, é uma doença de extremos. Tende a aparecer com
Maior frequência em grávidas jovens de primeira viagem e em mulheres que engravidam mais tarde, no final da vida reprodutiva. E, infelizmente, ainda não há exames para prever quem terá o problema e quem não terá. Até porque há indícios de que depende da combinação de genes do casal.  Nota-se que uma mulher pode ter pré-eclâmpsia ao engravidar de um parceiro e não apresentá-la ao gerar uma criança de outro companheiro.
Já foram realizadas diversas pesquisas em busca de tratamentos preventivos eficazes. Os cientistas analisaram, por exemplo, se o consumo de cálcio e de óleo de peixe ajudaria a evitar esses quadros, mas  nada foi muito animador. Na realidade, a grávida só se vê livre da pré-eclâmpsia no parto, quando a placenta, que parece ser a grande causadora do transtorno, é retirada. Até lá, o que a gestante com pré-eclâmpsia pode fazer é observar algumas recomendações.

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