Papo de gestantes: Diabete na gravidez (Parte 1)

16:56


Para começar, precisamos esclarecer um ponto: nem todo diabete na gravidez é gestacional. Algumas futuras mamães já eram diabéticas  —  e  nem desconfiavam — muito antes de engravidar. E esse diabete preexistente pode ser o do tipo 1 ou o do tipo 2. O diabete tipo 1 ocorre quando  o  pâncreas  é  atacado  por  anticorpos do próprio sistema imunológico e deixa de produzir a insulina, hormônio responsável pela entrada da glicose nas células. Enquanto no tipo 2, que tem causas variadas, a insulina é fabricada, mas tem dificuldade para  cumprir  sua função.  Nessas duas variações, vale repetir, a doença já  existia  e acaba sendo descoberta durante a gestação — não é provocada por ela. Da mesma maneira, não vai embora depois do parto.
O diabete gestacional é diferente. Ele aparece especificamente na gravidez. E, quando o bebê nasce, os níveis de glicose tendem a se normalizar. Ele ocorre porque o pâncreas de algumas mulheres,  sobrecarregado  pelos hormônios envolvidos na gestação, não produz  insulina suficiente para  mandar o  açúcar do sangue para dentro das células.


Seja qual for a forma de diabete, o excesso de açúcar em circulação chega até o bebê através do cordão umbilical.  O organismo dele reage: seu pâncreas começa a produzir insulina além do normal para dar conta de toda a glicose extra — a que não é aproveitada é estocada em  forma de  gordura. Por isso, as mamães que  apresentam  diabete não controlada têm filhos maiores e, principalmente, acima do peso. Alguns chegam a nascer com 7 quilos ou mais.
Logo após o parto, o bebê, acostumado com a fartura de açúcar, precisa se adaptar a um mundo não tão açucarado. Seu pâncreas continua produzindo insulina a mil  e  é  comum,  então,  o  recém-nascido
apresentar  uma  hipoglicemia,  que  deve ser  controlada  imediatamente.  E  isso pode  ser  feito  oferecendo  leite  materno nos primeiros minutos de vida ou, ainda, os  médicos  podem  optar  por  injetar  um soro com glicose por algumas horas.
Como saber se a grávida tem o diabete gestacional? Não há outra saída:  é preciso fazer alguns exames.  Até porque os sintomas do diabete gestacional não são claros — é diferente do que acontece nos tipos
1  e  2, quando a paciente  urina muito e constantemente,  por  exemplo.  Por isso, a primeira recomendação é que todas as mulheres façam os testes de glicemia logo no início da gestação para, depois, repeti-lo entre a 24ª e a 27ª semana, quando o problema costuma dar as caras.
Quando o diabete é confirmado — seja ele gestacional ou não —, sempre precisa ser controlado. E não só em nome da saúde do bebê.  A grávida  com  diabete sem  controle  tem  maior  probabilidade de desenvolver hipertensão e infecções, principalmente a urinária.


Quem está na mira?

Algumas mulheres têm maior risco de desenvolver o diabete gestacional. Fazem parte desse grupo as que engravidam com mais idade; as de determinados grupos étnicos, como as asiáticas; e, principalmente, aquelas que estão muito acima do peso. Por isso a importância de entrar na gravidez em boa forma. E, mesmo se você está de bem com a balança, há sempre a probabilidade de ter o problema — claro que, no caso, ela será bem menor. Mas vale a pena ficar de olho e fazer exames durante o pré-natal.


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1 comentários

  1. Adorei o post...
    Super informativo...
    Eu mesmo tinha um monte de duvidas sobre a diabetes na gravidez!!!
    Bjs

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