Papo de gestantes: Alimentação na gravidez (Parte 1)

22:39


Alimentação na gravidez

Quando falamos em alimentação saudável na gravidez, no fundo estamos  definindo  uma  boa  alimentação  para qualquer indivíduo. E ela seria composta de cinco ou seis refeições, porque — além do desjejum, do almoço e do jantar  —  não  podemos  nos  esquecer dos lanches no meio da  manhã e da tarde, sem contar aquele outro lanchinho, a ceia, feito antes de dormir.
Essas paradas para comer algo ao longo do dia são importantíssimas  porque ajudam a manter estáveis os níveis de açúcar no sangue. E diga-se: nas gestantes, eles tendem a cair depressa depois de um jejum prolongado, criando um quadro mais severo de hipoglicemia.

Quando a grávida fica mais de quatro ou cinco horas sem ingerir nada,  sente tremores esse mal-estar, ela deve ter sempre à mão alimentos como  barrinhas  energéticas  e frutas. Ou parar para comer uma gelatina, um pedaço de queijo ou um iogurte. Note que esses são exemplos de alimentos que nem chegam a ser muito calóricos — mas já são o bastante para fazer os níveis de açúcar se estabilizarem.

Aliás, a ideia nunca é se entupir de calorias. A grávida precisa comer para dois, e não comer por dois — o que é bem diferente. No primeiro trimestre de gestação, sua necessidade calórica é a mesma de sempre.    No segundo trimestre, sim, ela precisa  aumentar  um  pouco  o  consumo energético — cerca de 350 calorias a mais todo dia, algo como um copo cheio de leite integral e um bife pequeno de 60 a 70 gramas, ou seja, nada assim tão gigantesco. Na reta final da gravidez, isto é, no terceiro  trimestre, a  mulher deve ingerir apenas 450 calorias extras diariamente.

De onde vêm as calorias que a grávida deve consumir?

40% da gordura (dos óleos vegetais, por exemplo)

30% da proteína (carnes, ovos, peixes, leite, aves...)

30% do carboidrato (pão, arroz, batata, cereais...)


 O prato da grávida deve privilegiar também os famosos micronutrientes, como as vitaminas. Entre elas, vale destacar a B6, a B12 e a vitamina A. Essa última se acumula no organismo, por isso o consumo deve ser sob medida.  Ou seja, ao mesmo tempo que esse nutriente não pode faltar, a grávida deve evitar comer com frequência alimentos como patê de  fígado,  que tem alta concentração dele.

Também devemos nos lembrar dos oligoelementos — como o magnésio,  o selênio e o zinco —, que, afinal, são essenciais para a formação e o crescimento do bebê. Para que eles e outros tantos nutrientes importantes nunca faltem no prato da grávida, ele deve ser colorido, com legumes e  verduras diversas. E ela também deve sempre consumir muitas frutas e cereais integrais. Por mais variada que seja a dieta, porém, a gestante não  está  livre  da  suplementação  do  ácido  fólico,  nutriente fundamental para a formação do sistema nervoso do feto. Sem ele, os riscos de o
bebê apresentar malformações aumentam. Por isso, toda mulher é  orientada pelo obstetra a tomar cápsulas de ácido fólico diariamente  durante o primeiro trimestre. Na realidade, o ideal é iniciar a  suplementação  quando  a  mulher  começa a  planejar uma gravidez,  uns três meses antes de engravidar.

E uma coisa é certa: no cardápio, da gestante não deveria faltar carne vermelha. Esse ingrediente contém nove tipos de aminoácidos essenciais, substâncias  precursoras  de  proteínas  que serão usadas, feito tijolos, na formação e  no desenvolvimento do bebê. De todas as eventuais restrições alimentares que uma grávida pode ter, é nessa que devemos  prestar  mais  atenção,  porque pode  comprometer  a  criança  no  futuro, criando inclusive dificuldades de aprendizado. Por isso mesmo, o conselho para  as  vegetarianas  é  claro:  elas devem  procurar  depressa   a orientação de um profissional  nutricionista, que irá balancear seu prato para garantir o aporte de todos os aminoácidos e vitaminas essenciais para a gestação, compensando a falta da carne.
Além das vegetarianas, as grávidas que se encontram muito abaixo do peso também devem buscar uma orientação nutricional. Provavelmente, vão  precisar  aumentar ainda mais a ingestão calórica para não colocar o bebê em risco. Já as obesas merecem uma visita ao nutricionista para evitar que engordem ainda mais, prejudicando o trabalhado de parto.


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2 comentários

  1. Olá, adorei o blog, me convidaram para curtir tua pag. e resolvi conhecer o blog.Gostei!!
    Estou esperando meu 1°filho e é mtu difícil controlar a fome estou entrando na 23° semana e já engordei 4kg :(
    Se quiser ir conhecer meu cantinho será mtu bem vinda beijinhos
    http://estou-crescendo.blogspot.com.br/

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  2. Olá querida!!
    Nossa fico muito feliz que tenha vindo conhecer meu cantinho!!
    Muito Obrigada e seja muito bem vinda!!

    Parabéns pela gravidez, e não se preocupe é natural que na gestação a gente sinta AQUELA FOME néah?? Eu era assim também, durante a madrugada levantava com um buraco no estômago que não tinha jeito eu tinha que assaltar a geladeira!! rsrsrsrs

    Será um prazer ir conhecer seu cantinho!!
    Bjinhos flor, e volte sempre que quiser!!

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Ficamos felizes com sua visita e comentário! :)

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